Mercado de franquias no Brasil: novo cenário e próximos desafios

O mercado de franquias brasileiro passou por uma série de mudanças nos últimos anos, impulsionadas por fatores como a crise econômica, reformas trabalhistas e também inovações tecnológicas. 

A ABF, Associação Brasileira de Franchising, divulgou um panorama do cenário atual das franquias brasileiras, com base nos resultados de 2019. Neste artigo, nós falaremos sobre estes números.

Além disso, faremos uma reflexão sobre quais os próximos desafios do setor. Levaremos em conta a crise de grandes proporções enfrentada em 2020, com a pandemia do novo coronavírus. 

Boa leitura!

Panorama do mercado de franquias no Brasil

De acordo com a análise, uma das principais mudanças foi no balanceamento entre os formatos de unidades. As franquias de lojas decaíram de 88% para 85%, enquanto outros modelos, como quiosques e home based,  cresceram 12% para 15%.

“É bem relevante quando vemos, na prática, os novos formatos acontecerem. O franqueador brasileiro é criativo, busca formas de atuar em diversos mercados, mas sem perder a identidade e o DNA da franquia”, comenta André Friedheim, presidente da ABF, à revista PEGN.

Os novos formatos contribuíram para que o franchising continuasse a abrir unidades, mesmo em período de crise. Isso porque as microfranquias são opções de expansão com investimento inicial de até R$ 90 mil.

O impacto do novo coronavírus

E por falar em crise… é claro que o impacto do novo coronavírus foi sentido também no mercado de franquias. No Brasil e no mundo, as consequências econômicas da pandemia impulsionaram uma série de novas tendências de negócios e de reorganizações em negócios que lutavam contra a falência. 

Alguns dos problemas enfrentados pelos franqueados durante os momentos mais severos da pandemia foram: 

  • queda nas vendas;
  • impossibilidade de operar em negócios físicos; 
  • problemas de abastecimento; 
  • comunicação com franqueados. 

Entretanto, embora seja impossível negar o impacto da crise sanitária no modelo de negócios, analistas da Agência Sebrae de Notícias já avaliam que o franchising foi um dos setores com menor impacto durante a pandemia. 

De acordo com a ABF, em agosto de 2020, apenas 1% da unidades no país fecharam as portas e perdas caíram nos últimos meses. A organização também complementou, dizendo que em junho, a queda média no faturamento das franquias foi de 30,1%, significativamente menor do que os 41% em maio e 48,2% em abril.

Ao SEBRAE, o presidente André Friedheim, explica a que atribui os resultados positivos:

“Embora ainda muito desafiador, o cenário do setor começou a apresentar alguns fatores positivos. As redes tiveram mais tempo para desenhar e implementar seus planos de contingência, principalmente diferentes formas de venda a distância e promoções. 

Acreditamos que as bases para um segundo semestre melhor estão lançadas. Será necessário coordenação do setor e das autoridades para consolidar um ambiente de maior confiança para o consumidor retomar seus hábitos e dar mais fôlego aos negócios na ponta”.

Perspectivas para o futuro 

Nos próximos anos, a tendência é de que as melhores franquias para investir sejam as de maior porte. Além delas, as microfranquias e franquias online, que só crescem no país. Deve haver um aumento na venda de franquias de maior porte, por conta da queda dos juros. Para se ter uma ideia, as franquias que mais cresceram no período analisado foram: 

  • Oggi Sorvetes (279%);
  • Nutrimais (248%);
  • OdontoCompany (202%), sendo as duas primeiras de custo reduzido, mas a última não.

Em 2019, a OdontoCompany passou de 210 para 634 unidades. A franquia, que tem sociedade com o Grupo SMZTO, recebeu o investimento do fundo para a América Latina da L Catterton, que impulsionou a consolidação de seu modelo.

Novas franquias, amparadas pela tecnologia, têm atraído alguns perfis de investidores. “Temos percebido muito interesse de participação de fundos nas franquias. Além disso, vemos movimentos de multifranqueados (franqueados com mais de uma unidade), que são uma tendência no mundo todo. Eles ajudam a acelerar a expansão orgânica das marcas”, afirma Friedheim.

Desafios para o futuro

O desafio agora é estimular regiões do país ainda pouco exploradas a investirem na abertura de franquias.Dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 2.504 possuem franquias.

O Nordeste, por exemplo, aumentou sua participação. Entretanto, ainda possui apenas uma marca nativa, a Farmácias FTB – A Farmácia do Trabalhador do Brasil, sendo dominado por empresas de outras regiões. O sudeste permanece na liderança dos franqueadores.

A expectativa é de que o mercado de franchising continue a crescer. Aliás, a educação é tida como o ramo mais próspero para se investir. Isso porque, cada vez mais, brasileiros buscam por cursos e complementos à sua formação.

A franquia do IEV aposta na capacitação contínua no setor comercial, a área que move qualquer empresa. Baseada na ciência por trás das vendas, nossas soluções utilizam a tecnologia EAD para ensinar. Isso torna nosso modelo um negócio viável mesmo em crises como a do coronavírus, que impôs a dinâmica do isolamento social. 

Não à toa, somos uma das franquias mais lucrativas do Brasil, com previsão de retorno ao franqueado de 4 a 8 meses. Que tal conhecer o modelo de negócio do IEV

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