Diferença entre lucratividade e rentabilidade: tudo o que você não sabia sobre o assunto

Diferença entre lucratividade e rentabilidade: tudo o que você não sabia sobre o assunto

Conhecer a diferença entre lucratividade e rentabilidade pode te ajudar a direcionar estratégias para cada um desses indicadores de sucesso do negócio. Enquanto a lucratividade toma como base o faturamento do negócio, a rentabilidade aponta o retorno sobre o investimento em um determinado período. 

Para você ter uma ideia, 62% das indústrias brasileiras projetam crescimento para o ano de 2021, de acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Completando este dado, que aponta otimismo para as indústrias, podemos dizer que, entre os negócios mais rentáveis para 2021, estão as franquias e as empresas online — negócios simplificados e com grande potencial de retorno sobre o investimento. 

Viu só como a compreensão da diferença entre lucratividade e rentabilidade te permite uma análise mais profunda do mercado? 

Continue a leitura deste artigo para mergulhar no assunto! 

Qual a diferença entre lucro, lucratividade e rentabilidade?

Lucro 

Quando falamos em lucro como o montante final de receita que a empresa fatura após o abatimento de tributos e gastos, estamos nos referindo ao conceito de lucro líquido. Além dele, há, também, o conceito de lucro bruto, que representa a diferença entre o valor de venda do produto e seu valor de produção. 

Para facilitar, entenda a diferença entre os conceitos de lucro bruto e líquido observando as fórmulas abaixo: 

Lucro bruto = Receita total – Custos variáveis (custos de produção)

Lucro líquido = Receita total – Custo total (custos de produção, taxas, encargos e tributos)

Lucratividade

Já a lucratividade é uma métrica de mensuração de eficiência operacional. Diz-se que um negócio é lucrativo quando o produto final da divisão entre o lucro líquido e o volume de vendas (faturamento) é positivo. 

Em resumo, podemos dizer que o cálculo de lucratividade de um negócio se baseia na fórmula: 

Lucratividade = lucro líquido / faturamento

Com o resultado, é possível entender, percentualmente e comparativamente o quão eficaz é a aplicação da ciência de vendas no negócio. 

  • Quanto dinheiro foi gerado a partir do esforço da força de vendas
  • O quão eficientes são os processos organizacionais relacionados às vendas? 
  • A empresa consegue pagar seus custos fixos e variáveis e ainda gerar uma receita extra (lucro líquido)? 
  • A empresa está bem posicionada no mercado em relação à concorrência? 

Todas essas respostas podem ser obtidas a partir da avaliação da sua lucratividade. 

Além disso, um cálculo de lucratividade bem feito pode orientar decisões em diferentes cenários: 

  • é possível trabalhar com uma margem de lucro menor se o volume de vendas for grande;
  • se as vendas de determinado produto forem sazonais, é preciso trabalhar sua margem com um pouco mais de folga;
  • caso a empresa, de uma forma geral, trabalhe com a venda de produtos sazonais (como ovos de páscoa, por exemplo), pode ser preciso trabalhar com margens de lucro mais largas para garantir que as vendas pontuais assegurem o funcionamento do negócio nos demais meses de operação. 

Rentabilidade

A rentabilidade é um indicador de retorno sobre o investimento. Isso significa que seu cálculo tem, como objetivo, apontar se, após um período determinado, o negócio está oferecendo rendimentos acima do valor investido. 

Dessa forma, o cálculo principal utilizado para identificar a rentabilidade de um negócio é:

Rentabilidade = investimento inicial total / valor do fluxo de caixa no período determinado (em geral, é utilizado o período de um ano)

Em resumo…

Agora que você já conhece os conceitos, fica mais fácil identificar a diferença entre lucratividade e rentabilidade. Em suma, podemos dizer que, enquanto a lucratividade analisa o lucro final com base no faturamento de vendas, a rentabilidade compara este mesmo lucro com os investimentos realizados. 

Lembra do que dissemos acima? A lucratividade é um indicador de eficiência operacional, enquanto a rentabilidade define o retorno sobre o investimento. 

Ambos são indicadores essenciais para avaliar e medir a saúde de um negócio, devendo ser utilizados em sintonia pelos gestores de vendas e empreendedores. 

Como aumentar o lucro de uma empresa? Dicas gerais

Saber a diferença entre lucratividade e rentabilidade possibilita uma gestão muito mais orientada para resultados. 

Isso porque, neste caso, a equipe comercial e os gestores de negócio são capazes de identificar fatores que contribuem tanto para aumentar o lucro da empresa quanto para tornar o investimento mais rentável a médio e longo prazo. 

Uma das mais populares estratégias para entender como aumentar o lucro de uma empresa é a redução dos custos operacionais. Dessa forma, ainda que os preços não sofram oscilações, é possível trabalhar com margens de lucro maiores. 

Algumas formas de investir em redução de custos operacionais são:

  • adoção de tecnologias de automação de processos (mais assertividade e menos chance de erros);
  • gestão de estoque acompanhada de perto;
  • integração entre o fluxo de caixa e os demais setores da força de vendas (identificando gaps e clientes inadimplentes);
  • etc. 

Além disso, é preciso olhar para dentro da empresa e investir em medidas internas que ajudem a melhorar o desempenho da equipe, como os treinamentos para vendedores, por exemplo. 

Plano de ação para aumentar a lucratividade: passo a passo eficaz 

Além de orientar melhor as análises e tomadas de decisão, a compreensão da diferença entre lucratividade e rentabilidade também permite a criação de planos de ação mais efetivos. 

A seguir, para exemplificar e inspirar, deixamos 6 dicas para montar um plano de ação para aumentar a lucratividade do seu negócio. 

1. Faça constantes revisões de custos fixos 

Sua empresa já pensou em otimização de custos fixos? Esta é uma forma efetiva de aumentar a lucratividade do negócio, já que reduz consideravelmente uma das variáveis de peso envolvidas no cálculo. 

Para isso, é importante que haja, com frequência, uma revisão nos gastos considerados indispensáveis para a operação, como energia elétrica, telefonia, sede física etc. 

Medidas como substituição do sistema energético convencional por uma fonte de energia alternativa (como a solar), restrição de uso do telefone corporativo para assuntos relacionados à empresa e até a adoção do trabalho remoto podem impactar positivamente na redução dos custos fixos. 

2. Mantenha um bom relacionamento com fornecedores

Saber a diferença entre lucratividade e rentabilidade também permite a compreensão do papel estratégico da gestão de fornecedores. Afinal, eles estão envolvidos de forma relevante em ambos os cálculos. 

Dessa forma, nossa recomendação é manter relacionamentos prósperos e duradouros com os fornecedores, garantindo, assim:

preços mais competitivos (influência direta na margem de lucro do produto ou serviço oferecido);

entregas pontuais (influência no faturamento e volume de vendas);

ofertas exclusivas (agregando valor ao negócio).

3. Formule os preços dos produtos ou serviços com coerência e realismo

A precificação é um dos maiores desafios do empreendedorismo. Isso porque, em muitos casos, há custos não-evidentes e imprevistos que ficam de fora do processo. Como resultado, obtemos preços irreais e insuficientes para garantir a manutenção da saúde do negócio. 

Portanto, revise o valor cobrado pelo produto periodicamente. Inclua todos os custos e variáveis e uma margem de lucro realista. 

Veja, no vídeo abaixo, algumas dicas do Sebrae para formular o preço de venda dos produtos ou serviços vendidos em sua empresa:

4. Ofereça uma experiência diferenciada para o cliente 

Estudos já apontam que a experiência de compra é mais valiosa, para o cliente, do que o preço dos produtos. O relatório Consumer Commitment Index (CCI), realizado pela Officina Sophia Retail aponta que 86% dos consumidores estão, inclusive, dispostos a pagar mais por um produto se a experiência de compra for diferenciada.

Dessa forma, investir em customer experience é um caminho para empresas que desejam vender mais mesmo sem terem o melhor preço do mercado

Algumas dicas para entender e apostar em experiência do cliente são: 

  • invista em um atendimento multicanal;
  • ofereça uma experiência de atendimento integrada (sem que o consumidor precise repetir sua história toda vez que entra em contato com a empresa);
  • garanta o melhor tempo de resposta possível;
  • atenda com empatia e escuta ativa; 
  • fortaleça o autoatendimento, dando independência à jornada do cliente. 

5. Agregue valor ao negócio com equipes muito bem treinadas

Por fim, não podemos deixar de pontuar o preparo da equipe como um dos diferenciais de empresas que, ao conhecer a diferença entre lucratividade e rentabilidade, trabalham para obter resultados expressivos em ambas. 

Times bem treinados são capazes de identificar as demandas dos clientes e ajustar seu script de vendas às necessidades do consumidor. Além disso, são confiantes e motivados, mostrando disposição para entender a fundo o DNA da empresa e do produto oferecido.

Mostram-se dispostos a aprender novos processos, incorporar novas tecnologias à rotina e contribuir ativamente na busca por melhores resultados. 

Agora que você já conhece a diferença entre lucratividade e rentabilidade, já pode dar os primeiros passos rumo a uma gestão orientada para resultados em ambos os índices. E sabe o que é melhor? Nós, do IEV – Instituto de Especialização em Vendas, podemos te ajudar a dar passos importantes para alcançar seu objetivo! 

Temos ampla expertise em formação de equipes e desenvolvimento de vendedores, gestores e líderes comerciais. Fazemos uma análise profunda do seu negócio, identificamos oportunidades de desenvolvimento e preparamos um material personalizado e focado em resolver os seus gaps. 

Quer conhecer alguns dos serviços oferecidos pelo time IEV? Visite o nosso site e entre em contato conosco!