Coronavírus: 3 maneiras de investir apesar do cenário de insegurança

Coronavírus: 3 maneiras de investir apesar do cenário de insegurança

O Ibovespa fechou em queda de 3,3% ontem, segunda-feira (27), e anulou os ganhos no ano. O motivo da desvalorização é o temor do coronavírus: a doença já fez mais de 100 vítimas fatais e infectou cerca de 4 mil pessoas no mundo.

Com surgimento na China, o vírus foi registrado em países como França, Estados Unidos e Japão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reclassificou o risco internacional da doença como elevado, após qualificá-lo na semana passada como moderado. Foram enviados US$ 9 bilhões para combater a doença.

Especialistas dizem que as economias da China e Japão podem sofrer mais com vírus atual do que com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês) que ocorreu em 2003. O medo do investidor é de ver a história se repetir.

Ao contrário do que se espera, tempos de crise podem ser um bom momento para investir, desde que haja cautela na escolha da estratégia. Pensando nisso, listamos 3 maneiras de investir apesar do cenário de insegurança:

Longo Prazo

Quando há queda na bolsa, as ações ficam mais baratas, momento em que investidores mais confiantes acreditam ser o ideal para comprar, isso porque as ações tendem a voltar a se valorizar à longo prazo.

No caso do Brasil, há boas perspectivas de crescimento por conta da agenda reformista do governo. “Estamos otimistas porque não vemos a recuperação como algo de um ano. No curto prazo há diversos ruídos e as ações ligadas a commodities sofrem porque são expostas à China, porém o cenário para o futuro não mudou”, diz Julio Fernandes, gestor da XP investimentos.

Renda Fixa

Para quem está mais receoso, a renda fixa continua sendo a melhor opção. Embora o cenário tenha mudado nos últimos anos com a queda da Selic, esses investimentos continuam entre as preferências.

O mais inteligente a se fazer é procurar um investimento de renda fixa que oferece rendimentos reais, ou seja, acima da inflação, e baixos custos de manutenção e administração.

Seguindo essa lógica, evite os fundos de renda fixa conservadores, com taxas de administração acima de 1%, e aproveite para investir em títulos públicos, também conhecidos como Tesouro Direto, Letras de Crédito (LCA – Letra de Crédito Agropecuário e LCI – Letra de Crédito Imobiliário) ou ainda os títulos privados, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário).

Negócios Seguros

Diante da instabilidade, uma alternativa pode ser fugir do capital especulativo, mas investir seu dinheiro em um negócio também é difícil. O receio é justificável, afinal, ninguém quer colocar sua verba em algo que não trará retornos.

Quem quer investir em um negócio seguro, pode apostar em uma franquia, que apresenta diversas vantagens quando comparada a negócios independentes.

Investir em uma franquia significa adquirir uma empresa reconhecida por seu público-alvo. “Com a franquia, você tem acesso a uma marca consagrada, que possui um know how operacional e com ganhos em escala”, conta André Friedheim, diretor internacional da ABF (Associação Brasileira de Franchising), ao afirmar que as chances de resultados efetivos são muito maiores quando comparadas com a criação de uma empresa independente.

Em um período de 10 anos, 70% dos negócios próprios fecham; franquias, apenas 15%. “Entre 24 e 36 meses, na média, o investidor recebe o dinheiro que havia aplicado na franquia de volta. Ou seja, em dois anos o empresário já estará lucrando com seu empreendimento” afirma Friedheim.

LEIA MAIS: 5 tendências para Franquias, segundo presidente da ABF.

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