Retrospectiva: O que marcou o Varejo em 2019

Retrospectiva: O que marcou o Varejo em 2019

O ano de 2019 marcou uma tímida recuperação do mercado, mas especialistas afirmam que o varejo deve comemorar: o setor está em uma trajetória de recuperação. O crescimento no volume de vendas, a expectativa de redução da taxa de juros, e expansão na oferta de crédito ao consumidor são indícios de que o próximo ano pode trazer números ainda melhores para o setor.

Alguns fatos se destacaram, como a fusão de grandes empresas e a consolidação de algumas tendências. Confira um resumo do que marcou o varejo em 2019:

Omnichannel – A consolidação da estratégia multicanal

A estratégia omnichannel, ou multicanal, veio para ficar. O varejo multicanal aposta tanto na venda de produtos online, quanto nas vendas físicas, integrando as operações e aproveitando todas as oportunidades para fidelizar o consumidor.

A tendência já era discutida há alguns anos, mas agora parece ter entrado de vez no planejamento das empresas. A Amazon, gigante internacional do e-commerce, está ampliando seus centros físicos de distribuição de produtos. O maior case brasileiro é do Magazine Luiza, que opera um novo formato comercial, consolidando seu marketplace Magalu e apostando numa logística integrada com sua rede de lojas presenciais.

Os shopping centers também adotaram uma nova postura, deixando de encarar o comércio online como inimigo. Cada vez mais empresas de malls investem em marketplaces e outros canais virtuais para atender a demanda do consumidor.

O projeto Iguatemi 365 ilustram bem essa realidade. A plataforma online reúne mais de 80 marcas cadastradas e permite maior aproximação com lojistas e clientes, além de permitir que pessoas de outros estados comprem produtos das lojas do Iguatemi.

Delivery

A estratégia multicanal, apesar das grandes vantagens, traz também desafios, sendo o delivery um dos maiores deles. Os custos são altos, os desafios logísticos são muitos, e os consumidores não aceitam pagar a mais para ter na porta de casa os produtos que compraram pela internet.

As grandes varejistas do Brasil e do mundo fazem de tudo para conseguir ter mais eficiência em suas operações, investindo em tecnologia para se destacar.

Drones e veículos autônomos foram muito comentados em 2019. Os grandes players continuaram a investir pesado para ter seus produtos sendo entregues – até em robôs. 

A Via Varejo prometeu entregar 100% das compras da Black Friday em até uma semana. Logo em seguida, o Magazine Luiza divulgou que mais da metade das compras feitas na data promocional, dentro da Grande São Paulo, foram entregues em menos de quatro dias. A aposta na entrega rápida será um diferencial competitivo nos próximos anos.

Maior Black Friday da história

A Black Friday teve seu o melhor resultado desde que passou a ser adotada no Brasil, em 2010. O faturamento ficou em R$ 3,2 bilhões, um aumento de 23,6% em relação à 2018.

As vendas online bateram recorde, mas o crescimento foi impulsionado pela grande variedade de produtos vendidos. O ticket médio teve uma pequena queda de 1,1% em relação ao ano passado, ficando em R$ 602. As vendas por celular representaram 55% do total, alta de 103% em comparação a 2018, fato atribuído ao grande número de promoções exclusivas em aplicativos das lojas.

No varejo físico, as vendas do comércio na Black Friday cresceram 6,4% em relação a 2018. Os dados são um reflexo de um maior preparo, tanto dos lojistas, quanto dos consumidores para aproveitar ao máximo a data.

Grandes aquisições

O ano de 2019 foi marcado por grandes aquisições e parcerias no varejo. Separamos as principais delas:

  • Raia Drogasil x Onofre

A maior rede do varejo farmacêutico brasileiro, Drogasil, comprou a Onofre, que era operada pelo grupo americano CVS.

  • Natura x Avon

A Natura, empresa brasileira, se tornou a quarta maior do mundo no setor de beleza ao adquirir a norte-americana Avon, depois de meses de negociações.

  •  Magazine Luiza x Netshoes

No fim de abril, a Netshoes anunciou a venda de sua operação no Brasil para o Magazine Luiza.

A negociação foi tumultuada, pois o Grupo SBF, controlador da Centauro, tentou atravessar o negócio. Isso fez com que o Magalu precisasse desembolsar quase o dobro para ter a Netshoes. Depois de mais de um mês, a negociação terminou com a aprovação do conselho da Netshoes, e uma proposta de R$ 448 milhões do Magalu.

  • Centauro x B2W

Após perder a Netshoes, a Centauro fez uma parceria com a B2W, administradora da Amercianas.com.

A partir de agora, todos os clientes que pesquisarem produtos esportivos no Americanas.com serão redirecionados para uma nova plataforma, na qual a Centauro é a única vendedora. A Centauro vai garantir a experiência de compra no site e toda a logística, incluindo a possibilidade de compra pelo site e retirada do produto em uma de suas lojas.

  • Michael Klein x Via Varejo

O GPA vendeu o Via Varejo, após passar dois anos tentando passar o controle da empresa, que possui Casas Bahia, Ponto Frio, Extra.com, entre outras. Michael Klein foi o comprador, com cerca R$ 100 milhões em ações da Via Varejo, se tornando o maior acionista individual da companhia.

  •  LVMH x Tiffany

A LVMH, dona da Louis Vuitton, comprou a Tiffany por US$ 16,7 bilhões, marcando a maior transação da história do varejo de luxo.

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